Sem saída As mãos tremiam. Nunca tinha passado por tal tormento. Parecia ter sido atropelada por um camião. Depois do que vira, já não seria a mesma. O que iria fazer agora? Pensamentos surgiam e à medida que acumulavam sentia a rigidez do corpo, gelado e sem reação. Procurou o escuro do quarto. O segredo ficava guardado em si. Era melhor não saberem. O nó na garganta apertava, queria chorar e não conseguia. Queria gritar e algo a impedia. Dirigiu um olhar lânguido para a foto que se revelava na penumbra e as lágrimas brotavam como setas. Era impossível não ficar indiferente. A sua situação era premente. Não sabia o que fazer nem como agir. Resquícios da conversa do dia anterior davam voltas e voltas na sua cabeça. Os pensamentos fervilhavam. Sentia-se agoniada e sem forças. De mãos atadas, decidira que precisava descansar. Amanhã seria outro dia. Já no quarto, tentou encontrar conforto nas lembranças da foto amarelecida pelo tempo. A imagem refletia um temp...