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Perdida nas tuas páginas Não é apenas o teu cheiro que me prende. O toque, as palavras aladas, os impulsos que me provocas amarram-me. Por causa de ti, desconheço a solidão. Diante de um mundo inóspito, na tua companhia, não há tristeza que me assole. És o meu tugúrio. Naquela manhã, percebi que eras mais do que um mero livro. Acordei para outro dia vazio de memórias, numa casa desconhecida. Tinha-te à minha cabeceira. Diziam-me que perdera a memória num acidente de viação e após dois meses em coma, regressara. Não fosse a tua companhia, Livro, já teria desaparecido.
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  As asas da singularidade Cada um de nós carrega consigo peculiaridades que nos torna únicos. Essas características podem manifestar-se de maneiras estranhamente diferentes, mas são os gostos e perspetivas que moldam a nossa visão do mundo. Permitem-nos sentir e compreender a realidade, através de uma lente única, por uma janela de onde se vislumbra a complexidade que nos rodeia. Procuramos assumir a identidade, sem que isso incomode. Sem ferir por um segundo. Esquecemo-nos de nós. Somos assolados, inúmeras vezes pela vergonha que sentimos em assumir as diferenças, preferindo escondê-las. A tendência é encaixarmo-nos nos padrões estabelecidos pela sociedade. Aquela que convenientemente opta pela normalidade. Mas por que será tão difícil aceitar a singularidade de comportamentos que subtilmente dão notoriedade e abraçam a estranheza? Por que nos sentimos renegados? Esta é uma grande caminhada de reflexão. Desde cedo, somos orientados a seguir as normas e a corresponder às...
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  Serafim, o pinguim   Era uma vez um pinguim amarelo, Brincalhão e o mais belo. Um dia, deu um espirro tão forte, Que a todos assustou. E sem sorte, Os amigos, afugentou.   Seguiu um novo rumo Sem ver um único malmequer, Viu uma joaninha sem pintas Engraçadinha e ladina Com umas antenas distintas.   Dias de cores e risadas, E Serafim nas suas belas caminhadas. Espirrava, brincava num grande frenesim Que a todos contagiava com as suas aventuras Sem fim.
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  Pelas mãos da Ira   A propósito das emoções que habitam em nós, a ira emerge como uma força poderosa, muitas vezes imprevisível e profundamente enraizada. Aquela que nos assola inúmeras vezes sem ser convidada.   Será ela um fogo interno instigador do conflito? E que combustível é este que nos enleva por sendas estreitas?   É verdade que este sentimento pode parecer necessário em determinadas situações, especialmente quando se trata de proteger ou de lutar por algo importante. No entanto, quando não é controlado ou canalizado de forma construtiva, pode revelar-se nefasto.   Na agitação da vida diária, somos frequentemente confrontados com situações que acendem a raiva. A chama da irritação é provocada por panóplias de situações: um engarrafamento exasperante, o testemunho de uma injustiça premente, ou até mesmo um simples desentendimento com alguém próximo. "Não há coisa [como a ira] mais insensata e escrava das suas próprias forças; arroga...
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Liberdade Abrem-se os corações Voam os pensamentos Realizam-se sonhos O dia que deve ser todos os dias   
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  Um Olhar atento sobre as nossas crianças: o poder transformador das brincadeiras As crianças deveriam ter sempre o direito de brincar. Os seus sorrisos luminosos, risadas contagiantes e abraços calorosos enchem uma casa. Trazem uma alegria inigualável. É algo que nunca nos deveríamos cansar de presenciar: a beleza única de as ver rir e brincar. É essencial reservar momentos do dia à brincadeira, por ser fundamental para o seu crescimento e desenvolvimento. Através das atividades lúdicas, elas aprimoram aspetos físicos, cognitivos, emocionais e sociais. Mas como podem os pais incentivar e estimular os seus filhos? Em que medida podem ensiná-los a brincar? Será que, na sua maioria, os pais estão demasiado ocupados para dedicarem um pouco do seu tempo às crianças?
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  Palavras aladas: liberdade feminina na escrita   Na história da literatura, a liberdade de escrita feminina emerge como um fio dourado, tecido delicadamente ao longo dos séculos. Nas páginas do passado as vozes femininas eram sussurros subjugados. As suas palavras jaziam como pétalas ocultas sob sombras austeras. Hoje, renascidas, irrompem em chamas de coragem e autenticidade. Ousadas e resilientes, tecem narrativas desafiadoras que ecoam a essência da feminilidade contemporânea. Ainda bem que são lidas. Ainda bem que as podemos ler. Palavras que voam. Palavras que ficam. Ainda bem que têm liberdade e poder para se expressar livremente. Para voar além das restrições e imposições da sociedade. Tem sido uma caminhada marcada por desafios, resistência e triunfos, reflexo não só da evolução da escrita feminina, mas também da procura incessante pela emancipação em todas as esferas da vida.