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  Saudade   Ainda não partiste E já me fazes falta. Deixas um vazio profundo, Só de pensar Na saudade a entrar E no meu mundo A murchar.   Já sinto saudade de te ver. De te abraçar.   As tuas coisas, Tu. A nostalgia entrará. Não serei a mesma. Quando fores, Parte de mim morrerá.
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  Memórias de uma mesa ternurenta e uma chávena intrigante   Não é todos os dias que nos deparamos com uma mesa tão ternurenta. A superfície lisa e polida, adornada com um pano de linho branco e delicado, convidava à serenidade. Mas sobre a mesa ternurenta, uma chávena intrigante também roubava a atenção de todos. Percebi isso, uns dias antes, quando deambulava no centro da cidade. Não imaginava que uma simples mesa pudesse ser tão ternurenta. Naquele dia, ao entrar na loja de antiguidades, deparei-me com a peça mais encantadora e não hesitei em comprá-la. P arecia carregada de uma aura especial. Assim que a trouxe para casa, percebi que não era apenas uma mesa. Sentarmo-nos à sua volta era como receber um abraço caloroso. A partir desse dia, a mesa tornou-se palco de encontros inusitados. Certa tarde, quando reuni amigas para um chá, descobri que a chávena intrigante, herança de uma tia afastada, também guardava segredos encantadores. Era mais do que um utensílio, e...
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ANGÚSTIA  
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  Um Quarto Só Seu, originalmente intitulado A Room of One's Own , é um ensaio de Virginia Woolf, publicado em 24 de outubro de 1929. Virginia Woolf, escritora britânica nascida em 25 de janeiro de 1882, no seio de uma família da alta sociedade londrina, suicidou-se em 1941, atirando-se ao rio com os bolsos cheios de pedras. Foi uma das precursoras do uso do  fluxo de consciência, uma técnica literária modernista, que nos deixou um precioso legado de obras e ensaios bastante polémicos. Um dos ensaios de Virginia Woolf, Um Quarto Só Seu , remete para a luta das mulheres pela sua independência, resultado de várias palestras às sociedades literárias. Ao denunciar a desigualdade de género na literatura e na sociedade, a autora argumenta, vigorosamente, as necessidades de independência financeira e de um espaço exclusivo às criações literárias e propício ao florescimento intelectual feminino. Expõe as dificuldades históricas enfrentadas pelas mulheres, desde a restrição ao...
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A declamação de parte do poema Tabacaria no link: 👇 https://www.facebook.com/beth.nitas/videos/676539644610594?idorvanity=719691629672628 "Ora porra!" Álvaro de Campos, heterónimo de Fernando Pessoa, é uma personagem complexa e multifacetada. É um homem moderno, cheio de contradições e inquietudes, à procura de um sentido para a vida. Numa procura incessante pela sua identidade, queria ser tanta gente!  Procurava romper com as tradições literárias, “sentir tudo de todas as maneiras”.   […] Cruzo os braços sobre a mesa, ponho a cabeça sobre os braços, E preciso querer chorar, mas não sei ir buscar as lágrimas… Por mais que me esforce por ter uma grande pena de mim, não choro, Tenho a alma rachada sob o indicador curvo que lhe toca… Que há-de ser de mim? Que há-de ser de mim? [...] (Pessoa: 1993a:172).     A sua essência é marcada pela insatisfação perante a existência, pelo desassossego constante e pela sensação de estar perdido no mundo.  ...
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  A minha voz no meu poema: 👇 https://www.facebook.com/beth.nitas/videos/1075475673578843/?idorvanity=719691629672628&notif_id=1703000228634634&notif_t=video_processed&ref=notif Os outros   Olhas para o lado Vês os outros Olhas para a frente Os outros, vês Olhas para trás Dos outros sentes A malvadez.   Começa a olhar Para dentro de ti mesmo, Sorri, Sente o teu rosto, Absorve o teu cheiro Alheia-te Dos outros, Menospreza os sorrisos Sombrios, Orgulha-te Dos teus, de ti. Livra-te da amargura, Sente a vida com ternura.                                                                   ...
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  A Mansão dos Sussurros   A noite instalava-se como um silêncio devorador, tão denso que parecia sufocar os murmúrios do vento. As sombras, ávidas por devorar a luz do dia, estendiam-se sinistramente pelas paredes da antiga casa, abandonada na colina. Era conhecida entre os moradores da região como a Mansão dos Sussurros, um lugar envolto em mistérios sombrios e histórias macabras transmitidas por gerações. Naquela noite, um lampejo de luz proveniente da lua cheia ousava desafiar a escuridão imponente, revelando contornos fantasmagóricos. A moradia parecia rejeitar a presença dos vivos, emitindo um arrepio funesto que adentrava a alma dos corajosos, o suficiente para quem tentasse se aproximar. Um ranger agudo escapou das tábuas podres do alpendre. Foi um som tão agoniante que, por um instante, pareceu um convite macabro para penetrar nos seus domínios. A Mansão dos Sussurros era a casa dos horrores e a escuridão que a envolvia, engolia qualquer vestígio de co...